CAMINHO DA FÉ
CICLOVIAGEM

Mapa completo da Cicloviagem - Disponível no Google Maps:
http://tinyurl.com/39fmkg
Perfil altimétrico do caminho
Tempo Total: 177:41:53
Tempo em Movimento: 47:21:30
Distânica (Km): 489.28
Vel.Média (km/h): 10.3
Dist.Vertical (m): +11.109 / -11.186
Elevação Inicial (m): 633
Elevação Final (m): 557
Elevação Mínima (m): 535
Elevação Máxima (m): 1.814
Clique
aqui para ver o Álbum de Fotografias completo

OS TRIATLETAS
(pedalam, empurram e se
arrastam):
Adriano Aurelio Araujo, 33 anos, casado, sem filhos, analista de sistemas e fotografo, bugrino, natural de Campinas/SP
Antonio Carlos Zeituni, 63 anos, casado, 2 filhos e 3 netos, representante comercial, corinthiano, natural de Nhandeara/SP
Bruno Henrique Figueira, 33 anos, casado, 1 filha (+ 1 a caminho), engenheiro e cinegrafista, corinthiano, natural de Ilha Solteira/SP
Gean Breda, 39 anos, casado, 1 filho, engenheiro, colorado, natural de Flores da Cunha/RS
José Antonio Moreno, 51 anos, viúvo e recém-casado, 3 filhos, administrador de empresas, santista, natural de São Paulo/SP
Kleber Couto Victorino, 33 anos, separado, 1 filho, analista tributário, lusitano, natural de Guarulhos/SP
Luiz Guilherme Salvatti, 38 anos, divorciado, sem filhos, médico e contador de piadas, palmeirense, natural de Itapetininga/SP
DESLOCAMENTO ATÉ O PONTO DE PARTIDA – 23/11 - SEXTA-FEIRA
Nos encontramos às 19h30 no posto Esso próximo à CPFL na saída para Mogi Mirim e tivemos já logo de cara algum trabalho para acomodar as 7 bikes e nossas tralhas dentro da van do Sr. Mendonça que nos levaria a Descalvado/SP, mas conseguimos:

Partimos por volta das 20h30 e, já
depois de algumas piadas, paramos no restaurante Graal de Araras para forrar o
estômago, chegando a Descalvado por volta das 23h00, onde nos hospedamos no
Hotel Descalvado. Ainda procuramos por alguma sorveteria aberta para completar a
ceia mas não tivemos muita sorte. Fomos então dormir, divididos em 3 quartos. O
sono não foi dos mais proveitosos, em parte certamente pela ansiedade pelo
início da viagem, mas fortemente agravado pelo sino da igreja que tocava de
trinta em trinta minutos, seguido das badaladas do cuco do hotel de hora em
hora, além ainda do ronco de certos colegas! Mas dormimos.

1º DIA – 24/11 – SÁBADO

Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/3578p5
Tempo Total: 13:14:19
Tempo em Movimento: 8:15:28
Distânica (Km): 86.03
Vel.Média (km/h): 10.4 - 60.7 max.
Dist.Vertical (m): +1.231 / -1.195
Acordamos cedo e fomos servidos com um bom café da manhã (que só depois de uns 15 minutos descobrimos que precisávamos solicitar que fosse servido), adquirimos nossas credenciais, recebemos o primeiro carimbo e tiramos a tradicional foto na escadaria da primeira igreja do trajeto (N. Sra. do Belém). Por volta das 8h00 iniciamos o pedal seguindo as tradicionais setas amarelas que começavam ao lado da igreja. Logo saímos da cidade por um caminho tranqüilo até chegar à estrada onde começamos a disputar espaço com os enormes caminhões de cana.


A primeira cidade após o
início do trajeto foi Porto Ferreira, onde recebemos o segundo carimbo e nos
fotografamos na segunda igreja.
O destino seguinte foi Santa Rita do Passa Quatro, trajeto onde encontramos a primeira subida forte, onde o Moreno e o Toninho desceram da bike pela primeira vez para um empurrãozinho. No meio da subida paramos sob a sombra de uma mangueira repleta onde nos deliciamos com frutas que caiam constantemente quase nas nossas cabeças enquanto esperávamos pelos dois colegas. Chegando à cidade mais um carimbo (paróquia Santa Rita de Cássia), uma foto na igreja e o merecido almoço, num botecão, um PF dos bons, caramanholas lavadas e reabastecidas com água gelada para a segunda etapa do dia. Antes da partida ainda nos dirigimos à praça para um descanso na sombra das árvores da praça, com direito até a uma siesta por parte do Toninho.

Partimos então para Tambaú, onde concluiríamos o fim do novo trecho do caminho, que antes tinha início nessa localidade. O calor estava de derreter o asfalto, literalmente, mas a quilometragem rendeu, pois, apesar de alguns trechos de terra com muitas pedrinhas soltas também pegamos um bom pedaço de asfalto (derretendo!).

Na cidade nos dirigimos primeiramente ao hotel Tarzan, pensando que fosse lá que
fornecessem o carimbo, mas fomos informados de que o mesmo seria obtido na
secretaria do Caminho da Fé, que para nossa surpresa só atendia até as 14h00 (já
era cerca de 15h30). Enquanto reclamávamos e pensávamos no que fazer diante
dessa situação (uma vez que planejávamos prosseguir viagem ainda) alguém
resolveu ler o cartaz até o fim e enfim nos demos conta de que o carimbo poderia
ser obtido na Casa do Pe. Donizete, que ficava ao lado (fato que inclusive os
comerciantes locais pareciam ignorar).

Resolvida a questão fomos tirar
a fotografia oficial e acabamos por conhecer a primeira peregrina que
encontraríamos pelo caminho, uma senhora japonesa que estava chegando à cidade e
que iniciaria sua jornada no dia seguinte. Reabastecemos então nossas
caramanholas e seguimos para os 17 Km seguintes, que nos levariam à fazenda
Campo Alegre onde faríamos nosso primeiro repouso.
Como ainda estava cedo calculamos que poderíamos transpor com tranqüilidade essa distância. Os primeiros quilômetros foram realmente razoáveis, passamos pelo primeiro portal, fotografamos e fomos adiante. Aí veio a primeira surpresa, uma bela subida, seguida de um morrinho intransponível na base do pedal, onde tivemos todos que empurrar nossas bikes. Depois dessa etapa o grupo se dispersou um pouco, seguindo à frente o Adriano e o Guilherme, no segundo grupo o Toninho, Moreno e Gean e por último Kleber e Bruno.
Após a passagem do segundo portal (o da escadinha de os tocos) o segundo grupo errou o caminho e pedalou um pouco à toa até se dar conta do erro. Em poucos minutos conseguimos nos comunicar na base do grito e reunimos os dois grupos retardatários, seguindo sempre unidos daí em diante. A essa altura o Toninho já se encontrava meio exausto por conta do esforço necessário para 'puxar' sua grande bagagem contida nos alforges (algo em torno de 8~10 Kg). Foi então que o nosso cinegrafista Bruno se propôs a trocar de bicicleta (e bagagem) com ele, troca que permaneceu ainda por mais dois dias).
Muitos singles e porteiras depois a noite começou a chegar e ainda não tínhamos conseguido cumprir os tais 17 Km. Só então o Adriano e o Guilherme pararam (pois não tinham faróis). Nós do segundo tínhamos dois faróis (Toninho e Moreno) que foram a nossa salvação. Finalmente nos reencontramos todos, já na porteira da fazenda Campo Alegre. Seguimos o caminho, pedalamos cerca de 1,5~2 Km e nada de pousada, estávamos perdidos). Entramos então em contato por telefone com Da. Dalva e Sr. Nilo (o Adriano entendeu que estava falando 'comigo' e não 'com Nilo', foi muito engraçado) e descobrimos que após a porteira havíamos seguido para o lado errado, culpa da escuridão (não vimos a seta amarela pintada numa pedra). Voltamos ao ponto de referência (os trilhos após a porteira) e seguimos o caminho correto, onde já éramos esperados pelo Sr. Nilo que por fim nos guiou à casa. Lá chegando, às 21h00, fomos muito bem recebidos pela Da. Dalva, tomamos banho e jantamos uma bela comida caseira. A casa é uma daquelas sedes de fazenda históricas, com mais de duzentos anos de construção. Cansados do jeito que estávamos e com o silêncio que encontramos a noite foi das mais reconfortantes. Ocupamos mais uma vez 3 quartos da pousada.


2º DIA – 25/11 –
DOMINGO
Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/36sw5b
Tempo Total: 9:17:43
Tempo em Movimento: 6:01:58
Distânica (Km): 59.24
Vel.Média (km/h): 9.8 - 44.8 max.
Dist.Vertical (m): +843 / -484
Como planejado, acordamos cedo, tomamos um bom café da manhã, ganhamos mais um carimbo (o quinto) nas credenciais, lubrificamos as magrelas e seguimos o caminho da roça (literalmente, pois a maior parte do caminho é percorrida entre as mais diversas plantações, como cana, café, laranja, limão, eucalipto, batata, repolho, morango, tomate, além é lógico de muito gado).

A fazenda fica na cidade de Casa Branca, nosso destino seguinte, onde paramos no Santuário do Desterro. Mais um carimbo, uma foto, reabastecimento das caramanholas e seguimos em direção a Vargem Grande do Sul, trecho de 31 Km sem grandes dificuldades, em meio a muitas fazendas, onde aconteceu o primeiro furo de pneu, da bike do Kleber, já aos 123 Km rodados (acumulados). Ao final dessa etapa, já entrando na cidade veio o primeiro problema mecânico, a corrente da bicicleta do Moreno 'caiu' do câmbio dianteiro enroscando entre o quadro e o pedivela. Deu um pouco de trabalho mas conseguimos soltá-la e mesmo notando que um elo ficou comprometido (e conseqüentemente algumas marchas) ainda conseguimos prosseguir pelo menos até a praça, onde paramos para o almoço no bar Santana (Gaúcho), onde fomos novamente muito bem servidos e o Gean bateu o maior papo com seu conterrâneo.

Após o almoço enquanto o Adriano dava um 'jeitinho' no câmbio do Moreno fomos ao hotel príncipe para obter os carimbos nas credenciais. A etapa seguinte, com 13 Km nos levaria ao nosso destino final do dia, a pousada da Da. Cidinha. Aí começaram as subidas, coroadas ao final por um trecho relativamente curto mas bastante íngreme que já nos levaria à altitude de pouco mais de 1000 metros. Nesse trecho ocorreu o primeiro tombo (Kleber), nada de grave, apenas o primeiro de outros 'tombos de clipe' que estariam por vir. Ao final da jornada fomos calorosamente recebidos pela Da. Cidinha e seu marido, Sr. Francisco, duas figuras marcantes do caminho que ninguém pode deixar de conhecer. Ela lavou nossas roupas, preparou um jantar dos mais fartos no fogão à lenha (galinha caipira, bife, omelete, torresmo e tudo o mais que tínhamos direito), deliciosas sobremesas (sim, com 3 opções de doces e mais um docinho de leite cremoso para a cobertura) e uma ótima conversa. A noite foi se esticando o pessoal foi se recolhendo, o frio chegando, os últimos a resistir ainda encontraram espaço para um bom 'papo cabeça' na varanda e por fim dormimos todos juntos num 'quartão' tipo albergue, cheio de beliches, mas tudo muito limpo e bem cuidado.

3º DIA – 26/11 –
SEGUDA-FEIRA
Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/2r9bpb
Tempo Total: 10:29:14
Tempo em Movimento: 6:08:29
Distânica (Km): 49.17
Vel.Média (km/h): 8.0 - 44.8 max.
Dist.Vertical (m): +1.459 / -1.110
Manhã de sol forte, uma belíssima vista, todos vestidos com as mesmas roupas dos dias anteriores (como disse o Bruno, parecíamos personagens de história em quadrinhos), fomos para o café da manhã, tão bom quanto o jantar, com bolos, pães, café, leite, queijos, frutas, etc, tudo produzido no próprio sítio. Todos muito satisfeitos e bikes prontas começamos a jornada, com muitas subidas e muita b... de vaca pela frente.

Quando alcançamos o asfalto o grupo Lentiun (Toninho e Moreno) resolveu fazer um atalho por ali mesmo com destino a São Roque da Fartura, para chegar antes de nós e poder descansar um pouco. Os demais prosseguiram pelo caminho normal, enfrentando mais uma bela subida (onde chegamos a 1250 metros de altitude), seguida de uma curta, porém rápida descida de asfalto onde o Adriano atingiu a maior velocidade de toda a viagem, a 81 Km/h.


Saindo da cidade ainda paramos na Pousada da Da. Cida, onde nos reabastecemos de água e frutas, necessárias para prosseguir pelos próximos quilômetros que nos levariam a Águas da Prata, a cidade onde nasceu o Caminho da Fé.

Nesse trecho tivemos mais dois pneus furados (bike do Bruno, mas nas mãos do Toninho e novamente a do Kleber). Uma descida forte ainda nos esperava antes da cidade e nela o Bruno caiu um tombo cinematográfico (não que tenha sido grave, mas porque ele estava filmando o Down Hill), sem ferimentos graves.
Em Águas nossa primeira providência foi procurar por uma bicicletaria (Reference Bike) onde fomos atendidos e fizemos alguns ajustes necessários: o Kleber comprou um novo bagageiro consertou um pneu furado; Moreno consertou a corrente e ajustou o câmbio traseiro danificados no dia anterior; Gean comprou um pneu novo e Toninho de desfez de seu alforge pesadão, trocando-o por uma pequena mochila com o estritamente necessário (o restante ficou por lá para um resgate posterior). Aqui acabou a troca de bicicleta com o Bruno. Enquanto o mecânico trabalhava com nossas bikes aproveitamos para forrar o estômago no restaurante Prata e carimbar as credenciais na Casa do Peregrino (décimo carimbo). O Moreno também aproveitou para eliminar algum peso da sua mala, deixando tudo na bicicletaria.

Segundo informações os próximos 24 Km
que nos levariam a Andradas seriam tranqüilos (só se fosse de carro pelo
asfalto), pois a tranqüilidade durou pouco, não mais que uns 500 m e logo
começamos as intermináveis subidas que nos levariam dos 850 m de Águas a 1400 m
próximo de Andradas. O Toninho e o Moreno nos liberaram para seguir no nosso
ritmo enquanto eles seguiam no deles e nos encontraríamos na pousada ao final do
dia.

Para a nossa sorte no meio do caminho encontramos a Ponte de Pedra, uma atração à parte do caminho, onde entramos na corredeira de água muito fria e nos refrescamos durante uns bons minutos antes de prosseguir para a excelente Pousada Pico do Gavião, onde o Bruno ainda mergulhou na piscina.


Como a dupla Lentium não chegava logo acabamos providenciando um resgate para os dois, que foi buscá-los a três quilômetros de distância, chegando já iniciada a noite. Todos banhados, jantamos lá mesmo, uma excelente comida preparada na hora pela esposa do Cesar, dono da pousada e instrutor de parapente, esporte radical praticado na região a partir do Pico do Gavião.
4º DIA – 27/11 –
TERÇA-FEIRA
Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/3druft
Tempo Total: 8:07:35
Tempo em Movimento: 3:51:00
Distânica (Km): 44.22
Vel.Média (km/h): 11.5 - 43.7 max.
Dist.Vertical (m): +995 / -1.437
Partimos da pousada Pico do Gavião, após um bom café da manhã, já
passado das 8h30, com o objetivo de ir até a localidade de Crisólia, distante
aproximadamente 45 km.

Moreno e Toninho seguiram até Andradas por asfalto (cerca de 11 Km) e o restante do grupo pelo caminho normal (8 Km), ambos com muita descida até a cidade. Chegando à cidade mais um pneu furado (o 3º do Kleber). Feitos os devidos reparos nos preparamos para encarar a temida Serra dos Limas, pois sairíamos de uma altitude de 800 m (depois de já termos descido do 1300 da pousada) para subir novamente aos 1400 m.

Um subida 'punk', mas apenas a primeira de muitas outras que estariam por vir nos dias seguintes. Superado o desafio, e depois de já descer mais um bocadinho também, chegamos à pousada da Da. Natalina, instalações modestas, mas onde fizemos uma boa refeição, repousamos por cerca de 40 minutos antes de começar a segunda etapa do dia e ganhamos mais um carimbo nas credenciais.
Os destinos seguintes foram Barra e Crisólia (distritos de Ouro Fino). Na Barra ganhamos mais um carimbo e ainda encontramos no caminho, após mais uma forte subida, a refrescante cachoeira da barra, uma fonte de água potável e gelada onde o pessoal aproveitou para tomar um belo banho e refrescar o corpo e a cabeça.

Mais alguns quilômetros à rente e outro pneu furado, o segundo do dia, o segundo do Kleber, a essa já o quarto (e último) de toda a jornada. Por fim chegamos à Crisólia, já por volta das 17h30, paramos no bar da Zetti para uns petiscos. Em seguida fomos para a pousada da Da. Adelaide, tomamos nossos banhos, lavamos nossas roupas e voltamos para a janta no bar da Zetti. Depois do farto jantar ainda arrumamos espaço para um gostoso sorvete na bem instalada sorveteria Icen'up. A pousada onde nos instalamos foi a mais modesta de todas as uqe conhecemos, mas mesmo assim fomos mais uma vez muito bem recebidos, contando inclusive com um grande esforço da Da. Adelaide para nos abrigar todos, pois na verdade a casa só possuia acomodações para 5 pessoas, mas por fim tudo se ajustou, ainda que com muito pouco conforto para alguns dos colegas.
5º DIA – 28/11 –
QUARTA-FEIRA
Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/2mfn3k
Tempo Total: 9:33:09
Tempo em Movimento: 5:16:50
Distânica (Km): 51.00
Vel.Média (km/h): 9.7 - 45.5 max.
Dist.Vertical (m): +1.258
/ -1.150
O dia começou com um café da manhã um tanto modesto servido na pousada, que acabou complementado na padaria do bairro.

Seguimos então, finalmente, para a cidade de Ouro Fino, onde evidentemente não deixamos de registrar nossa passagem pelo monumento do Menino da Porteira, que veio a nos lembrar a famosa música eternizada por muitos cantores sertanejos.

A passagem pela cidade foi rápida,
onde carimbamos nossas credenciais no mercadinho que abriga a Gruta de Nossa
Senhora, bastante conhecida dos peregrinos, onde todos são convidados pela
família para rezar junto ao local. A cidade seguinte foi Inconfidentes, onde
obtivemos nosso 18º carimbo, no bar do Maurão, paróquia de São Geraldo.

Na etapa seguinte o grupo mais uma vez se dispersou um pouco, pois o Moreno vinha pedalando num ritmo um pouco mais lento, uma vez que já vinha desde o dia anterior se queixando um pouco do cansaço, além de ter amanhecido com um certo mal estar ficando praticamente sem condições de prosseguir a viagem após cerca de 27 Km rodados no dia. Diante de tal situação o Kleber que o acompanhava mais de perto se propôs a seguir adiante até encontrar o restante do grupo e resolver o que poderiam fazer para ajudá-lo.
Pouco à frente se encontrava o Bruno, que estava parado captando imagens da bela paisagem rural e acabou por voltar um pouco no caminho pra acompanhar o Moreno enquanto Kleber seguia em diante. Os demais colegas foram encontrados já na entrada da cidade de Borda da Mata, na beira da estrada, junto a uma banca de frutas pegando uma sombra. Explicada a situação foi resolvido que providenciaríamos um veículo para resgatar o Moreno. Saíram à procura de ajuda o Kleber e o Guilherme. Na base das indicações de um lugar para outro acabamos localizando um rapaz que havia adquirido no dia anterior uma pickup e se prontificou a ajudar. Por fim acabou acontecendo que o próprio Moreno já havia conseguido uma outra carona e a que nós conseguimos acabou servindo ao Bruno, que havia ficado com o Moreno e acabou assim se livrando de uma ou duas subidinhas que o esperavam.
Uma vez reunido novamente todo o grupo fomos para o almoço n restaurante casarão, onde o Moreno resolveu que deveria suspender a viagem por pelo menos um ou dois dias para se recompor. O Toninho acabou por se solidarizar e acompanhou o Moreno em sua decisão. No mesmo restaurante ainda conseguiram negociar com um caminhoneiro uma carona até Pouso Alegre, onde se hospedariam naquele dia e de onde prosseguiriam para Campos do Jordão no dia seguinte.

Tudo resolvido o grupo remanescente deu continuidade ao planejamento do dia de chegar a Tocos do Moji, depois de mais alguns morros, pequena cidade onde nos hospedamos na boa pousada do peregrino, administrada pela Da. Terezinha.

Lá jantamos no restaurante da Gilda. Foi nessa localidade que tivemos a oportunidade de conhecer o José Mariano, de Americana, o segundo peregrino que tivemos a oportunidade de conhecer no caminho. Nesse dia não tivemos pneus furados nem problemas mecânicos, mas em compensação o Bruno sofreu um pequeno acidente sem bike, ao enfiar o pé num mata-burro (não que ele seja burro), mas, só pra variar, estava entretido com suas filmagens e não se deu conta do perigo. A conseqüência foi um corte meio profundo na canela.
6º DIA – 29/11 –
QUINTA-FEIRA
Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/335voj
Tempo Total: 8:45:24
Tempo em Movimento: 5:28:34
Distânica (Km): 39.62
Vel.Média (km/h): 7.2 - 51.2 max.
Dist.Vertical (m): +1.334 / -1.339
Nesse dia acordamos mais cedo que o normal e como a pousada não oferecia café da manhã fomos fazê-lo na padaria mais próxima. Iniciamos o pedal por volta das 7:40, depois de uma parada no posto de gasolina para encher os pneus, onde o Adriano aproveitou também para trocar uma de suas câmaras de ar que estava com um problema no bico. No caminho ainda encontramos nosso colega José Mariano, que iniciou sua caminhada muito mais cedo que nós e já havia percorrido mais de 14 Km quando passamos por ele.
Pouco depois o Bruno teve um pneu furado e que murchou rapidamente. Efetuamos a troca mas ao colocarmos a roda no lugar notamos que o pneu estava com um problema, o que indicava que a nova câmara também teria vida curta. E não deu outra, cerca de 2 Km adiante a nova câmara furou também (a terceira desta bike e última da viagem). Sabendo que não adiantaria fazer um nova troca resolvemos que o Bruno deveria ficar pela estrada aguardando por uma carona, que tentaríamos conseguir em Estiva, nossa próxima parada. Aliás, é preciso perder algumas linhas para relatar que chegar em Estiva não é fácil, pois são duas serras,com subidas intermináveis,e muito inclinadas, sendo que no topo de algumas delas havia calçamento para os carros poderem subir. Todos tiveram a sensação que nunca haviam feito tanto esforço em cima de uma bike.
Bem, mas no final de cada subida sempre havia uma descida, essa era a marca resgistrada do caminho, subir, subir, subir e descer , descer e descer até a próxima cidade.
Na verdade quando digo descer, quero dizer despencar morro abaixo, pois eram verdadeiras ribanceiras, sempre muito técnicas, com muitas pedras e erosões,que exigiram também muito esforço dos bikers e das bikes, principalmente freios. Enfim em Campinas, não há nada parecido, com as subidas e descidas do Caminho da Fé, ou seja K2 (descendo ou subindo), bar da cachoeira, kurumin etc, são apenas aperitivos.
Mas, continuando o relato, antes mesmo de chegar à cidade o Bruno já havia conseguido um resgate, com um senhor que acabou por deixá-lo na porta de uma bicicletaria, onde um novo pneu foi comprado e o problema resolvido de vez.

Na mesma oficina o Guilherme conseguiu um parafuso para fixar seu bagageiro que estava se soltando e dando trabalho. Como estávamos perto do restaurante e da hora do almoço foi por ali mesmo que nos alimentamos, no bar do Nélio. À tarde seguimos até consolação, mais uma das pequenas cidades do sul mineiro onde pernoitamos na Pousada Capivary, uma casa com 130 anos de construção, administrada pela simpática Da. Zélia, que nos preparou mais um daqueles jantares bem servidos a que já estávamos nos acostumando.

Poucas horas depois da nossa chegada,
que se deu por volta das 16h30, fomos surpreendidos pela chegada do nosso colega
peregrino José Mariano, que percorreu à pé no dia a mesma distância que nós, mas
se hospedou na outra pousada da cidade, onde já se encontravam também outros
dois peregrinos dos quais a essa altura já tínhamos conhecimento, um casal do ES
com quem muito pouco conversamos, apenas o suficiente para saber que já estavam
fazendo o caminho pela segunda vez (da primeira fizeram no sentido contrário,
partindo de Aparecida).
7º DIA – 30/11 –
SEXTA-FEIRA
Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/267z6e
Tempo Total: 11:13:19
Tempo em Movimento: 7:20:02
Distânica (Km): 58.32
Vel.Média (km/h): 8.0 - 46.4 max.
Dist.Vertical (m): +2.119 / -1.378
Nesse dia acordamos dispostos a pedalar um pouco acima da nossa média, mesmo sabendo que seria o dia em que enfrentaríamos nosso maior obstáculo, a subida entre Luminosa e Campista. Saímos de Consolação por volta das 7:50. Poucos quilômetros depois passamos pelo casal de peregrinos e mais um pouco à frente passamos pela última vez pelo José Mariano.

Daí em diante já sabíamos que não iríamos mais encontrá-lo porque nossos planos já eram bem diferentes. Tudo ia bem até que de repente o pedivela da bike do Guilherme travou, não ia nem pra frente nem para traz. Com um pouco de cuidado conseguimos dar o famoso 'jeitinho', o suficiente pelo menos para chegar à próxima cidade, ainda que com o funcionamento do câmbio dianteiro comprometido, pois não havíamos detectado exatamente o problema, que depois fomos saber que era na verdade um 'jogo' no movimento central, problema resolvido numa oficina de Paraisópolis.

Mais algumas subidas e descidas depois, ao final de uma forte descida o Kleber tomou um chão daqueles caprichados, depois de entrar numa erosão. Nada de grave, mas o suficiente para umas boas escoriações no ombro e no joelho direitos além de outras pequenas nos braços e pernas.

Sabendo o que nos esperava mais alguns quilômetros adiante, além do sol escaldante que nos iluminava, resolvemos que não almoçaríamos nesse dia, mas faríamos refeições menores. A primeira foi em Paraisópolis numa padaria no movimentado calçadão da cidade, onde comemos salgadinhos e tomamos suco e achocolatado. Já mais à tarde paramos no bairro do Cantagalo, município de São Bento do Sapucaí, onde momentaneamente voltávamos ao estado de SP. Lá tomamos apenas refrigerante e seguimos para Luminosa, pequeno distrito do município de Brasópolis, última cidade mineira por onde passamos. Antes de chegarmos ao local o Guilherme teve o seu segundo problema mecânico do dia, quando ficou sem freio, problema rapidamente resolvido apenas com uma regulagem das pastilhas. Na localidade obtivermos nosso 23º carimbo e fizemos mais uma refeição numa pequena padaria, à base principalmente de doces, sucos e iogurte, seguida de um repouso de 20 ou 30 minutos antes do 'grande desafio', que a essa altura nem os próprios residentes chamavam de 'subidinha' como já havíamos ouvido muito nos dias anteriores.
E não deu outra, a famosa subida não
demorou a começar e logo nos primeiros quilômetros fomos mais uma vez alertados
por um morador de que “mais pra riba tem umas bem pió”... subimos lentamente,
pedalando um pouco, empurrando um pouco e parando freqüentemente para apreciar a
belíssima paisagem que ia ficando mais bonita ao final de cada subida, o que nos
servia de prêmio por tamanho esforço.

No meio do caminho ainda tivemos a oportunidade de conhecer a Pousada da Da. Inêz, plantadora de banana e produtora de doces e salgados à base da fruta, que ela faz questão de oferecer aos passantes, que por fim acabam adquirindo uma pequena quantidade, já pensando no merecido happy hour que fatalmente vem depois de finalizada a dura jornada. Caramanholas reabastecidas, carimbo na credencial, seguimos para a segunda metade da subida 'sem noção' (ou irracional, ou desumana, ou ainda uma subidinha do 'calvário', como dissemos muitas vezes). Cerca de 12 Km rodados e 1000 metros acima de Luminosa chegamos finalmente ao asfalto, já novamente de volta em definitivo ao estado de São Paulo, outra vez no município de São Bento de Sapucaí.

Pouco antes desse ponto o Guilherme notou que estava novamente sem freio, mas dessa vez o problema era mais grave pois um parafuso havia se soltado do conjunto do freio a disco dianteiro , o que o obrigou a percorrer o trecho seguinte com muito mais cuidado, isso porque o nosso colega gaúcho (Gean) ainda deu um jeito de evitar pelo menos o travamento do sistema. Mais alguns quilômetros de subida (onde atigimos os 1800 m de altitude, a maior de todo o caminho) e uma boa descidinha chegamos à Pousada e Restaurante Barão Montês, onde fomos atendidos pelo Márcio e repousamos após mais uma bela refeição.
8º DIA – 01/12 – SÁBADO

Dados Estatísticos:
Mapa: http://tinyurl.com/2zxtkg
Tempo Total: 8:12:47
Tempo em Movimento: 4:55:26
Distânica (Km): 94.21
Vel.Média (km/h): 19.1 - 73.0 max.
Dist.Vertical (m): +1.426
/ -2.610
Nosso último dia de viagem. Dormimos até um pouco mais tarde pois sabíamos que seria um dia mais light com muito asfalto, descidas e longas retas planas, apesar dos quase 100 km que nos esperavam até aparecida.
A primeira etapa foi mais uma descida de asfalto, onde passamos o limite de municípios e chegamos a Campos do Jordão. Paramos então no bairro da Campista, onde o Gean conseguiu umas arruelas para reparar o freio da bicicleta do Guilherme. Tudo resolvido (ficou realmente bom o serviço do gaúcho) entramos por um trecho de terra onde enfrentamos mais algumas subidas (enfim as últimas) e depois mais uma descida de asfalto que nos levou ao bairro do Vale Encantado, onde nos esperavam a meio caminho os colegas Moreno e Toninho, já recuperados e prontos para descer a serra com o restante do grupo.

Devidamnte registrado o caloroso reencontro seguimos as setas que nos levaram à igreja Na. Sra. da Saúde, no bairro de Jaguaribe, onde também paramos numa bicicletaria para trocar as arruelas improvisadas pelo Gean e seguimos para o Carimbo na pousada localizada ainda no mesmo bairro, onde fomos atendidos pela Da. Marilda.
O passo seguinte foi o almoço no restaurante Sérgio's, de onde partimos para a etapa derradeira, que decidimos seria a descida direta pela serra de Campos, fugindo um pouco ao caminho indicado pelas setas, que só voltaríamos a ver no acesso a Pindamonhagaba, após rápidos 20 km de descida por asfalto, ao longo dos quais descemos os 1000 m subidos no dia anterior.


Em pinda ainda nos perdemos um pouco, mas não demoramos a retomar o caminho correto, que nos levaria ainda a Roseira e finalmente a Aparecida, onde concluímos nossa longa jornada às 17h30.

Feitos os devidos registros em fotos e filme todos entraram em contato com as respectivas famílias para comunicar a conclusão da 'missão' com sucesso.

O último passo foi a obtenção dos certificados junto à secretaria da pastoral da basílica, onde fomos gentilmente atendidos pela Da. Rita. Dado o avançado da hora, além do fato de já termos agendado com nosso transporte somente para o dia seguinte, nos encarregamos de procurar por pousada. Optamos pela Pousada Eqüestre Jovimar, escolha da qual acabamos nos arrependendo na manhã seguinte, depois de depararmos com alguns problemas como chuveiro queimado, w.c. entupido e muitos pernilongos durante toda a noite. Jantamos pizzas.
RETORNO A CAMPINAS – 02/12 - DOMINGO
Bem cedo, por volta das 7h15, já fomos surpreendidos pela presença do Sr. Mendonça, que nos levaria de volta a Campinas. Ansiosos pelo retorno aos respectivos lares não nos demoramos no café da manhã, por sinal bastante bom. Saímos por volta das 8h30, chegando a Campinas pouco depois das 11h00. O Adriano não voltou conosco, ficou em Aparecida onde mais tarde se encontraria com seus familiares.
Foi isso. Em resumo, muitos locais novos conhecidos, muita história para contar para os nossos amigos, familiares e descendentes, muitas piadas novas no estoque, muitas risadas, muitos novos amigos pelo caminho e uma grande satisfação por conseguir superar esse desafio aos nossos corpos, ao nosso psicológico e evidentemente à nossa fé.
RESUMO DA ÓPERA
Distância percorrida: 489 Km
Câmaras furadas: 8
Pneus trocados: 2
Problemas mecânicos: 2 com freios, 1 com corrente, 1 com movimento central, 1 com suspensão
Tombos: 7
Gastos:
Total (Consumo + Alojamento): R$ 373,61
(~ $46/dia)
Transporte: R$ 108,00
Total: R$ 481,61
Dia 24/11 - Sábado - Total: R$ 44,70
Hotel Descalvado: R$ 25,00
Credencial R$ 5,00
Almoço (Sta.Rita P.Quatro): R$ 10,70
Diversos (Gatorade, àgua, etc.): R$ 4,00
Dia 25/11 - Domingo - Total: 42,13
Pousada (Casa Branca): R$ 31,43
Almoço (Vargem Gde.Sul): R$ 10,70
Dia 26/11 - Segunda - Total: 43,20
Pousada Cidinha (Vargem Gde.Sul): R$ 30,72
Almoço (Aguas da Prata): R$ 9,48
Diversos (Gatorade, àgua, etc.): R$ 3,00
Dia 27/11 - Terça - Total: 63,72
Pousada Pico Gaviâo (Andradas): R$ 42,00
Almoço (Serra dos Lima - Natalina) R$ 11,00
Cerveja (Ouro Fino - Bar da Zetti): R$ 10,72
Dia 28/11 - QUarta - Total: 29,25
Pousada (Ouro Fino): R$ 10,00
Almoço (Borda da Mata): R$ 5,85
Jantar (Tocos do Moji): R$ 13,40
Dia 29/11 - Quinta - Total: 29,34
Pousada (Tocos do Moji): R$ 10,00
Café da Manhã (Tocos do Moji): R$ 2,94
Almoço (Estiva): R$ 11,00
Cerveja (Consolação): R$ 6,00
Dia 30/11 - Sexta - Total: R$ 31,00
Pousada (Consolação): R$ 25,00
Almoço (Luminosa): R$ 6,00
Dia 01/12 - Sábado - Total: R$ 60,85
Pousada (Campos do Jordâo): R$ 40,00
Almoço (Campos do Jordão): R$ 10,00
Jantar (Aparecida): R$ 10,85
Dia 02/12 - Domingo - Total: R$ 29,42
Pousada (Aparecida): R$ 29,42
Para informações mais detalhadas,
acesso direto aos dados coletados pelo GPS:
(ATENÇÃO: Cliquem sobre o botão azul no lado direito superior da tela, chamado "Switch
to Metric" para apresentar os valores no sistema métrico)
Completo -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4544635
Dia 1 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542225
Dia 2 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542226
Dia 3 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542227
Dia 4 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542228
Dia 5 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542229
Dia 6 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542230
Dia 7 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542224
Dia 8 -
http://trail.motionbased.com/trail/activity/4542231
Contato:
adriano.aurelio@araujo.com